Para estudar o futebol no Brasil, primeiramente é necessário entender a importância social e cultural desse esporte em meio a todas as especificidades que forjaram o nosso país ao longo dos anos. Dentre tantos temas, estudar o futebol torna-se cada vez mais um desafio para os historiadores, tendo em vista todo o movimento histórico-social e os milhões em dinheiro que o esporte movimenta. Todavia, para realizar um trabalho coeso e fiel ao oficio do historiador, torna-se necessário em primeira instância fazer o levantamento da bibliografia que trata sobre o tema, buscando entender as diferentes visões e interpretações sobre o esporte mais popular do país.
É primordial perceber que existem diversas obras que tratam sobre o futebol por diferentes ângulos, ou seja, narrando fatos, enumerando estatísticas e reunindo dados, como é o caso dos almanaques e das revistas. Essas obras têm um valor inestimável, principalmente para jornalistas e pessoas que desejam estudar o futebol de forma mais informal, todavia, esse tipo de obra não tem como objetivo fazer uma análise mais profunda do tema, mas sim, informar e contar “casos” sobre o futebol, fazendo com que o pesquisador se aprofunde por obras científicas.
Para o autor Vitório Luis Oliveira Zago, “existe certo preconceito com relação a essas obras, principalmente por parte da “academia” ou de "acadêmicos", que lidam com elas com desprezo, não observando sua real importância para o estudo do futebol, não percebendo, muitas vezes, o quanto são fundamentais.
(ZAGO, 2002, p.14).
Portanto, dar o devido valor a certas fontes e tratá-las adequadamente, é
fundamental para o desenvolvimento de um estudo bem elaborado sobre futebol, tendência essa, que já vem sendo explorada desde o advento da história social, da História política e das tantas outras áreas de pesquisa em história. Todavia, é importante saber que apenas obras descritivas e cronológicas - como no caso dos almanaques e das revistas - não são suficientes para se fazer um estudo mais aprofundado sobre o tema.