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25/01/2010 Avaliação:
Treinamento na infância
Uma discussão do ponto de vista da atualidade sobre como é encarada a relação entre o ser em desenvolvimento e o esporte de alto rendimento
Tiago Cetolin,Rafael Cotta

A discussão a seguir foge um pouco do ideal que seria o desenvolvimento de um texto. Na verdade, trata-se de um ponto de vista de profissionais da área da educação física, especificamente do treinamento desportivo. Não usaremos referenciais bibliográficos, nem citações, apenas colocaremos nossas opiniões e aguardamos com este texto a conscientização de pessoas do meio que trabalham erradamente com crianças no esporte e que cada vez mais profissionais capacitados tomem a frente de trabalhos que estejam relacionados ao treinamento na infância e adolescência.

Não precisamos ir muito longe. Em nossa própria cidade, existem projetos que lidam com crianças, equipes que representam a cidade em qualquer modalidade que seja. Para estas crianças, é determinado que pessoas se responsabilizem por educá-las fisicamente através dos ensinamentos e práticas esportivas.

O problema está em quem são estas pessoas. A coordenação de esportes da cidade supervisiona os profissionais responsáveis por ministrar estas atividades? Os professores, muitas vezes provisionados ou estagiários, são especialistas em crescimento e desenvolvimento infantil? A coordenação oferece capacitações a estes responsáveis para que eles orientem as crianças ao que eles realmente devem fazer?

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Dimensões: Educacional
4 Comentários
Marcio
Realizei uma pesquisa ano passado e foi constatado que 80% dos técnicos da categoria de base dos times da Serie Ai e A2 de São Paulo são ex-jogadores. E o pior é que o tema da pesquisa foi a especialização precoce, tendo como resultado que a maioria nunca ouviu falar a respeito. Davam resposta totalmente erroneas a respeito do desenvolvimento das crianças, objetivo de treinamento na infância, etc.
É isso que encontramos ainda, mas podemos mudar este cenário, sim.
Rodrigo
Infelizmente, o que é comum na prática pedagógica do futebol é o empirismo. Só conseguiremos compreender as reais razões de tantos "atletas de mini" não chegarem ao Profissionalismo a partir de reflexões como essa apresentada pelos colegas no texto.
Luiz
...Muitas pessoas, lugares, clubes e instituições de grandeza elevada possuem esse pensamento retrogrado de que a figura do ex-atleta é a que vai atender melhor as espectativas das crianças e principalmente dos pais dessas crianças. É por isso que muitas medalhas deixam de ser ganhadas,recordes deixam de ser batidos, talentos deixam de ser descobertos e por último o pior deles, crianças deixam de ir a escola.
Luiz
Realmente o nosso pais ainda nem engatinha e ainda carece de uma preparação esportiva de base orientada por Professores de Educação Física, que estudaram, se especializaram, que são mestres ou doutores e que detém o poder do conhecimento embasado cientificamente. Chega de amadorismo! Profissionalismo e seriedade. O esporte na infância e adolescencia é algo complexo! Como um ex-jogador pode dominar de conhecimentos especificos de forma a desenvolver integralmente essa criança?...